
Electra é do tipo garota alienígena. Embora não tenha vindo do espaço sideral, a adolescente de cor azul foi fabricada experimentalmente aqui mesmo, na Terra. Se seu nascimento não tivesse acontecido por acidente durante as aulas de química, ela jamais existiria. E foi em uma dessas aulas banais que um grupo de alunos trocou a pilha que serviria para o estudo sobre a condutividade elétrica em uma mistura de água e cobalto, por uma bateria mais potente. A curiosidade resultou em uma explosão com fumaça azulada (por causa do cobalto) e assim nasceu Electra.
Garota agitada e condutora de altos índices de eletricidade, faz dos cabos elétricos o seu meio de locomoção e encontra assim, nas grandes cidades, facilidade para o livre transporte. Certo sábado, Electra estava refletindo sobre suas condutas e atitudes enérgicas na esquina da Rua Augusta com Matias Aires, em São Paulo. Um grupo de garotas que estavam passando por ali tiveram uma ideia energizante: convidá-la para um passeio. Depois desse dia, ninguém mais teve notícias da jovem elétrica.
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